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  • Foto do escritorMarcelo Vedolin

Dengue: Você sabe identificar os sinais?

Na batalha contínua contra a dengue, compreender os sintomas e as fases da doença é fundamental para uma resposta eficaz. A maioria dos infectados experimenta sintomas básicos, mas é crucial estar atento a sinais de alerta que podem indicar uma condição mais grave, exigindo intervenção médica imediata.


Os primeiros indícios da dengue incluem febre alta, dores musculares e atrás dos olhos, erupções cutâneas avermelhadas e fadiga.


Esta fase inicial, conhecida como dengue clássica ou dengue sem sinais de alerta, pode ser gerenciada com hidratação adequada e, em alguns casos, certos medicamentos, embora seja essencial evitar alguns deles.


Esta etapa geralmente desaparece dentro de alguns dias.

Contudo, em uma minoria de casos, uma segunda fase mais preocupante pode se manifestar, especialmente quando a febre diminui por volta do quinto dia.


Nesta fase, caracterizada por dores abdominais, vômitos intensos, desidratação, perda de apetite e sangramento nas mucosas, os sinais de alerta são evidentes.


A identificação precoce e a intervenção médica imediata são essenciais para melhorar as chances de sobrevivência do paciente. Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

É neste momento que a orientação médica se torna crucial para monitorar e tratar adequadamente a condição.


Na forma mais grave da doença, conhecida como dengue grave, ocorre uma resposta inflamatória sistêmica exacerbada, resultando em distúrbios de coagulação sanguínea e perda de fluidos.


Este quadro pode levar a hemorragias graves e queda abrupta da pressão arterial, culminando no choque associado à dengue, uma das principais causas de mortalidade relacionada à doença.


Anteriormente denominada "dengue hemorrágica", a manifestação grave foi renomeada pela Organização Mundial da Saúde em 2009 para refletir sua complexidade além dos sintomas hemorrágicos.


A mudança de terminologia pela OMS em 2009 teve como objetivo estabelecer critérios simples e uniformes para a abordagem e tratamento da doença em escala global.


Conheça os sintomas específicos de cada fase da dengue:


Dengue Sem Sinais de Alerta:

Os sintomas iniciais geralmente aparecem cerca de cinco dias após a picada do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Eles incluem:


  • Febre alta (40°C)

  • Forte dor de cabeça

  • Dor atrás dos olhos

  • Náusea

  • Vômitos

  • Manchas vermelhas na pele


Dengue com Sinais de Alerta:

Essa fase pode surgir ao final da primeira semana e requer atenção especial, pois pode evoluir rapidamente para dengue grave. Os sinais de alerta incluem:


  • Dor abdominal intensa

  • Vômitos persistentes

  • Respiração ofegante

  • Sangramento de mucosas

  • Fadiga

  • Vômito de sangue

  • Desidratação e boca seca

  • Pele pálida

  • Fraqueza

  • Sonolência

  • Cansaço excessivo

  • Diminuição da temperatura corporal

  • Aumento repentino do hematócrito

  • Queda abrupta de plaquetas

  • Hipotermia


Dengue Grave:

Se não tratada, a dengue com sinais de alerta pode progredir para formas mais graves da doença. No entanto, apenas uma pequena parcela dos infectados desenvolve essa condição.


Dos 3 milhões de casos confirmados de dengue no Brasil em 2023, menos de 1% evoluíram para dengue grave, segundo a OMS.

Esta fase requer terapia hospitalar intensiva e pode incluir:


Febre hemorrágica da dengue (FHD):


É uma complicação grave da infecção pelo vírus da dengue.

Ela ocorre quando o paciente infectado desenvolve uma resposta imunológica anormal, levando a uma série de alterações no sistema circulatório que resultam em hemorragias e danos aos tecidos.

Esta condição é caracterizada por uma combinação de sintomas, incluindo:


Hemorragias: O principal sintoma distintivo da FHD são as hemorragias em várias partes do corpo, como sangramento nasal, gengival, subcutâneo (petéquias), gastrointestinal e uterino.

Essas hemorragias podem ser leves a graves e representam uma das principais características da doença.


Instabilidade Hemodinâmica: Pacientes com FHD frequentemente apresentam instabilidade hemodinâmica, com diminuição da pressão arterial (hipotensão), taquicardia e pulsos fracos.

Essas alterações indicam uma disfunção grave do sistema circulatório, o que pode levar ao choque circulatório.


Dor Abdominal Severa: A dor abdominal intensa é comum em pacientes com FHD e geralmente está associada a hemorragias gastrointestinais.

Esta dor pode ser aguda e persistente, e muitas vezes requer intervenção médica imediata.


Comprometimento da Função de Órgãos: A FHD pode levar a danos nos órgãos devido à má perfusão tecidual resultante da instabilidade hemodinâmica e da diminuição da oxigenação.

Isso pode levar a complicações graves, como insuficiência renal, hepática e respiratória.


Risco de Mortalidade: A FHD é uma condição potencialmente fatal e pode levar à morte se não for tratada adequadamente.


Síndrome do choque da dengue (SCD)


A Síndrome do Choque da Dengue (SCD), é uma complicação ainda mais grave da infecção pelo vírus da dengue, caracterizada por uma resposta inflamatória sistêmica intensa que leva a um colapso circulatório e disfunção de múltiplos órgãos.


Esta síndrome é uma das principais causas de mortalidade associada à dengue e é caracterizada por:


Hipotensão Grave: A SCD é marcada por uma queda abrupta da pressão arterial, levando a hipotensão grave e choque circulatório.

Esta condição requer intervenção médica imediata, incluindo suporte hemodinâmico e terapia de reposição de fluidos.


Insuficiência de Múltiplos Órgãos: Como resultado da disfunção circulatória e da inflamação generalizada, a SCD pode levar a insuficiência de múltiplos órgãos, incluindo rins, fígado, pulmões e cérebro.

Essa falha de órgãos pode ser fatal se não for tratada rapidamente.


Sintomas Graves e Rápida Progressão: Os pacientes com SCD geralmente apresentam uma rápida progressão dos sintomas, incluindo prostração, confusão mental, dificuldade respiratória, distúrbios de coagulação e sinais de sangramento grave.


Necessidade de Terapia Intensiva: O tratamento da SCD geralmente requer cuidados intensivos em uma unidade de terapia intensiva (UTI), com monitoramento constante da função orgânica e suporte vital, como ventilação mecânica e diálise.


Alto Risco de Mortalidade: A SCD é associada a uma alta taxa de mortalidade, especialmente em pacientes que não recebem tratamento adequado ou que apresentam complicações graves.


A identificação precoce e a intervenção médica imediata são essenciais para melhorar as chances de sobrevivência do paciente.


Veja a lista com os estados que já superaram os números de casos de dengue no ano de 2023 no Brasil:


  • Amapá: 2.895 (2024) – 1.237 (2023)

  • Amazonas: 9.068 (2024) – 6.450 (2023)

  • Bahia: 70.529 (2024) – 48.039 (2023)

  • Distrito Federal: 161.299 (2024) – 38.584 (2023)

  • Goiás: 110.433 (2024) – 69.718 (2023)

  • Minas Gerais: 676.758 (2024) – 408.393 (2023)

  • Pará: 8.614 (2024) – 6.076 (2023)

  • Pernambuco: 10.388 (2024) – 8.916 (2023)

  • Rio de Janeiro: 149.797 (2024) – 49.330 (2023)

  • Roraima: 304 (2024) – 237 (2023)

  • São Paulo: 379.222 (2024) – 339.604 (2023)


No caso de dengue em crianças, é fundamental seguir as recomendações médicas para garantir uma recuperação segura e rápida.

Ao menor sinal de suspeita de dengue em uma criança, é crucial procurar atendimento médico imediatamente. A dengue pode progredir rapidamente em crianças, portanto, a avaliação médica precoce é essencial para um manejo adequado.


Ao lidar com casos de dengue em crianças, a prontidão para buscar ajuda médica, a hidratação adequada, o monitoramento dos sintomas e o repouso são aspectos essenciais para garantir uma recuperação bem-sucedida e prevenir complicações graves.


A dengue correlacionada com problemas pulmonares:


Embora a dengue seja geralmente conhecida por afetar principalmente o sistema circulatório, ela pode desencadear uma série de complicações respiratórias, incluindo:


Dengue com Complicações Respiratórias: Em casos graves de dengue, a doença pode levar a complicações pulmonares, como síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), edema pulmonar e pneumonite.

Essas complicações podem resultar em dificuldade respiratória significativa e exigir intervenção médica imediata, como suporte respiratório e terapia intensiva.


Coinfecção com Outras Doenças Respiratórias: Além disso, crianças com dengue podem estar suscetíveis a coinfecções virais ou bacterianas respiratórias, como influenza (gripe), infecções respiratórias agudas, pneumonia e bronquite.


A presença simultânea de dengue e uma doença respiratória pode complicar o quadro clínico e aumentar o risco de complicações graves.


As consequências desses dois fatores podem ser graves e variadas, incluindo:


Dificuldade Respiratória: Complicações pulmonares podem resultar em dificuldade respiratória significativa, o que pode levar à necessidade de suporte ventilatório e cuidados intensivos.


Risco de Desenvolver SDRA e Aumento do Risco de Morte: Complicações respiratórias, especialmente quando associadas à dengue grave, podem aumentar significativamente o risco de morte, especialmente em crianças com sistema imunológico comprometido ou com condições médicas subjacentes.


Portanto, é crucial que os profissionais de saúde estejam atentos a qualquer sinal de comprometimento respiratório em crianças com dengue e que adotem medidas adequadas de manejo e tratamento para prevenir complicações graves e reduzir o risco de mortalidade.


IMPORTANTE:

Esteja atento aos sintomas da dengue, especialmente sinais de alerta, como febre alta, dores abdominais intensas, vômitos persistentes, dificuldade respiratória, sangramento de mucosas, fadiga extrema e irritabilidade excessiva na criança.


Garanta que a criança descanse o suficiente durante o período de doença. Evite atividades extenuantes que possam aumentar o desconforto e agravar os sintomas.


Evitar Medicamentos Inadequados: Não administre medicamentos sem orientação médica, especialmente aqueles que contenham ácido acetilsalicílico (aspirina) ou ibuprofeno, pois eles podem aumentar o risco de complicações hemorrágicas.


Mantenha a criança protegida contra picadas de mosquito, principalmente durante o período de doença, para evitar a propagação do vírus e possíveis infecções secundárias.


Após receber alta médica, continue monitorando a criança de perto e siga as orientações do médico quanto aos cuidados em casa, possíveis restrições de atividades e acompanhamento médico posterior.


Fonte: Ministério da Saúde, Instituto Butantan




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