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  • Foto do escritorMarcelo Vedolin

Desaceleração à vista nos EUA

O mais recente relatório do Livro Bege, uma pesquisa abrangente conduzida pelas 12 regionais do Federal Reserve, revela um aumento no pessimismo entre empresários americanos em relação à economia dos Estados Unidos.

Desaceleração à vista nos EUA.

A pesquisa destaca um cenário de incertezas crescentes e riscos elevados de desaceleração econômica.


Este sentimento é reforçado por uma redução nas pressões do mercado de trabalho e preços mais moderados, com projeções de aumentos modestos no curto prazo.


No varejo, a atividade permaneceu estável ou ligeiramente aquecida, refletindo um menor apetite dos consumidores por gastos discricionários devido à sensibilidade aos preços.


As vendas de automóveis mantiveram-se estáveis, com alguns fabricantes promovendo ofertas para estimular as compras. O setor de turismo e viagens demonstrou um fortalecimento, ainda que as expectativas para a temporada de verão no setor hoteleiro sejam mistas.


A demanda por serviços não financeiros mostrou crescimento, com o setor de transportes apresentando um desempenho variado: portos e ferrovias registraram maior atividade, enquanto o transporte rodoviário oscilou entre altas e baixas.


O ambiente de juros elevados e as condições mais restritivas de crédito limitaram o setor de crédito, embora a demanda por moradias tenha registrado um crescimento modesto.


A construção de casas aumentou, apesar dos impactos adversos dos juros elevados.


No mercado de trabalho, o crescimento do emprego permaneceu modesto.

Houve um aumento na oferta de mão de obra e uma diminuição na rotatividade de trabalhadores.


Os planos de contratação variaram, com alguns distritos evitando contratar devido à fraqueza nos negócios e à incerteza econômica.


Os aumentos salariais continuaram moderados, com muitos distritos indicando que os reajustes retornaram aos níveis pré-pandemia.


Em relação aos preços, a maioria dos distritos observou que os consumidores reagiram aos aumentos adicionais, resultando em margens de lucro reduzidas para as empresas, que ofereceram descontos para manter as vendas.


Os custos de produção subiram em muitos distritos, especialmente os de seguros, enquanto alguns notaram quedas nos preços de materiais de construção e matérias-primas industriais.


A publicação do Livro Bege mais pessimista intensificou o mau humor nos mercados financeiros americanos.

Hoje, o Dow Jones registra uma queda de 0,97%, o S&P 500 caiu 0,56% e o Nasdaq recuou 0,35%.


O rendimento do título de dez anos do Tesouro americano subiu 0,07 ponto percentual, atingindo 4,62%, o maior nível desde o início de maio.


No Brasil, o Índice Bovespa caiu 0,73%, atingindo 122.872 pontos, os juros futuros subiram significativamente, acompanhando a tendência americana, com um aumento médio de mais de 0,20 ponto percentual, e o dólar futuro valorizou-se 0,83%, alcançando R$ 5,20.


Este cenário de incerteza e pessimismo destacado pelo Livro Bege reflete as preocupações persistentes com a rolagem da dívida americana e a estabilidade econômica global, influenciando negativamente os mercados financeiros.

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