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  • Foto do escritorMarcelo Vedolin

Tragédia humanitária e econômica no RS, segundo bancos nacionais.

As recentes catástrofes causadas pelas enchentes no estado do Rio Grande do Sul não só desencadearam uma tragédia humanitária sem precedentes, como também, terão impactos consideráveis ​​na economia regional e nacional, conforme alertam especialistas econômicos de bancos renomados.


Análises preliminares do Santander Brasil indicam que as enchentes poderão resultar em uma queda de -0,3 ponto percentual no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, acarretando um ônus fiscal entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, além de uma elevação de 0,1 ponto percentual na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Por sua vez, o Bradesco estima um potencial de impacto na economia brasileira variando entre 0,2 e 0,3 ponto percentual do PIB.


Esta estimativa leva em consideração a participação imprescindível do Rio Grande do Sul na economia nacional.


A economia gaúcha, segundo os bancos,

Vale ressaltar que em 2008, quando o estado foi assolado por um ciclone, o crescimento do PIB local foi de apenas 2,9%, em contrapartida ao crescimento nacional de 5,1% no mesmo ano, evidenciando os efeitos adversos desses desastres naturais na atividade econômica.


Antecipa-se que os maiores impactos na atividade econômica ocorrerão no mês de maio, com previsão de normalização parcial em junho, condicionada à extensão dos danos e ao ritmo de entrega.


Nesse contexto, prevê-se que os setores da construção civil, indústria e comércio possam experimentar um impulso nos meses subsequentes devido aos esforços de construção e à recuperação da demanda reprimida.


Entretanto, há o risco de que nem todas as infraestruturas produtivas destruídas sejam completamente recuperadas, especialmente nos setores com dificuldades competitivas, o que poderia resultar em impactos econômicos de longo prazo.


No que tange à inflação, o Bradesco estima que, se o impacto das enchentes for semelhante a greve dos caminhoneiros em 2018, o aumento no IPCA nacional poderá chegar a 0,06 ponto percentual, com possibilidade de reversão nos meses subsequentes.

Além disso, os preços dos alimentos podem ser afetados, resultando em um acréscimo de 0,2 ponto percentual na inflação deste ano, especialmente devido à escassez de produtos como soja e arroz.


Quanto às contas públicas, embora seja prematuro quantificar o montante destinado às despesas de assistência ao estado, o Bradesco ressalta que os valores referentes a renúncias fiscais e assistência direta não devem ser incluídos no resultado primário.


No âmbito das exportações, estima-se um impacto negativo de US$ 2 bilhões sobre um total de US$ 22,3 bilhões registrados no ano anterior.


O Santander Brasil alerta para os efeitos imediatos das enchentes na inflação devido à redução na oferta de alimentos frescos, como legumes e proteínas, além de grãos como arroz, feijão, soja e milho.


Observe-se já um aumento nos preços no atacado, especialmente esses produtos frescos e do arroz.


Até o momento, estimava-se um acréscimo de 0,10 ponto percentual no IPCA deste ano, elevando-o para 3,4%.


No que diz respeito à atividade econômica, o Santander Brasil prevê uma possível redução na produção industrial no Rio Grande do Sul entre 10% e 20%, podendo representar uma redução de até 0,30 ponto percentual no PIB do país este ano.


Destaca-se ainda que os trabalhadores informais serão mais prejudicados do que aqueles inseridos no mercado formal de trabalho, agravando os impactos sociais do desastre.


Presente, passado e futuro:


A ausência de medidas preventivas e planos de evacuação adequadas resultaram em perdas humanas irreparáveis que evidenciam o abismo entre o discurso, a realidade e as necessidades da população, portanto, é imperativo que o governo assuma a sua responsabilidade de proteger e preparar os cidadãos e a economia contra futuros desastres, incluindo a implementação de planos preventivos, do contrário, não só o Rio Grande do Sul permanecerá exposto, à incompetência governamental presente e futura.

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